A SAP anunciou mais uma grande novidade esta semana, durante evento anual da companhia que está acontecendo em Orlando (EUA). A empresa acaba de disponibilizar um toolkit para criação, treinamento e monitoramento de chatbots. Os robôs podem ser integrados com qualquer sistemas, incluindo de outras empresas e, até o momento, mais de 60 mil chatbots de conversa foram criados com a ferramenta.

O SAP Conversational AI faz parte do portfólio SAP Leonardo Machine Learning, lançado ano passado, e oferece as ferramentas necessárias para integrar os agentes de conversação dentro dos principais aplicativos de mensagens do mercado.

A empresa explora um mercado potencial que começou em 2015, quando apps como Messenger, WhatsApp e Telegrama superaram as plataformas de mídia social em usuários recorrentes. O novo cenário mudou a forma como as pessoas obtém e compartilham informações online: a conversação via app se tornou a nova interface.

Segundo a SAP, hoje 17% dos clientes que entram em contato com as empresas são mantidos em espera, 42% falam com agentes diferentes e 78% terminam contratos por causa de um mau suporte. Isso equivale a US $ 1,6 trilhão de perdas anuais devido ao fraco atendimento ao cliente somente nos EUA.

Com serviços como o lançamento de hoje, empresas podem criar robôs capazes de gerenciar pedidos recorrentes de clientes de forma autônoma. Isso permite que as marcas aliviem a carga de trabalho dos agentes de suporte em 50% ou mais e voltem a concentrar recursos consideráveis ​​em tarefas de maior valor agregado a fim de gerar receita.

O SAP Conversational AI junta-se ao SAP CoPilot no mundo das tecnologias de conversação da companhia alemã. Entre os benefícios destacados estão implantação do chatbot na nuvem, suporte a múltiplos idiomas, ativação por voz, processamento de linguagem natural e bots específicos da indústria pré-configurados.

A companhia ferroviária francesa SNFC e a provedora de telecomunicações SFR são algumas das organizações que estão usando a ferramenta para melhorar o atendimento ao cliente e atingir públicos mais jovens.

Fonte: Canaltech
Autor: Stephanie Kohn