Nuvem e outras tecnologias emergentes são a chave da mudança. Sua empresa já iniciou essa jornada?

Em 2018, a Transformação Digital nas empresas é mais do que uma realidade. Trata-se de uma necessidade para qualquer organização que pretenda ter sucesso em seu campo de atuação. O setor de tecnologia como um todo está buscando se reinventar, sobretudo por meio da jornada à nuvem, se apoiando nas principais inovações da última década. Essa migração não é restrita apenas ao armazenamento de dados, mas se estende a praticamente toda a operação.

Para se ter uma ideia de como essa tendência é real e crescente, o mercado global de computação em nuvem deve movimentar cerca de US$ 160 bilhões em 2018, de acordo com projeções da consultoria IDC, com alta anual na casa dos 20%, nos próximos três anos. No Brasil, esse número foi de US$ 4,5 bilhões no ano passado, um incremento superior a 50%, com estimativa de que esse montante alcance US$ 20 bilhões em 2020.

Ainda de acordo com o último levantamento da Abes (Associação Brasileira de Software), os licenciamentos em SaaS (softwares como serviços) e PaaS (plataformas como serviços) – acesso às soluções por meio da nuvem – ultrapassaram US$ 700 milhões no Brasil e já superam o modelo de aquisição de produtos on-premise, como são chamados os softwares e as plataformas instalados dentro das máquinas da empresa.

E por que essa transformação está acontecendo? Porque há benefícios para todos os envolvidos no negócio. O cliente, por exemplo, não precisa se preocupar em manter um servidor, adquirir um hardware compatível, comprar sistemas operacionais, investir em segurança de dados e ter especialistas para fazer a manutenção de tudo isso. A empresa que fornece a solução já faz tudo e oferece o pacote completo, a um valor mensal estabelecido. Imagine o ganho de tempo e de dinheiro que a empresa obtém ao longo do tempo!

Essas vantagens são ainda maiores em casos de produtos extremamente especializados, como os utilizados para gestão fiscal, tributária, jurídica ou de comércio exterior. São setores onde há mudanças legais a cada duas ou três horas, que afetam diretamente a funcionalidade da solução. Agora pense no caso de a empresa ter que gerenciar tudo isso? Por mais que o fornecedor envie uma nova versão do programa, perde-se tempo fazendo a atualização e a um custo muito grande. Isso sem contar a redução da complexidade na integração dos sistemas. Os softwares em nuvem que possuem certificação com os principais ERPs do mercado, proporcionam uma integração completa e até mais fácil do que em um programa físico.

Um outro ponto interessante é que, com soluções na nuvem, o tempo de disponibilização de novas funcionalidades e/ou tecnologias fica muito reduzido. Isso se torna um diferencial competitivo em um tempo que todas as empresas estão buscando adoção de tecnologias como Machine Learning, artificial intelligence e analytics aplicadas aos processos empresariais.

O ganho em segurança também é muito nítido. Um exemplo claro é o GDPR, legislação de proteção dos dados pessoais da União Europeia, que entrou em vigor no dia 25 de maio último. Em vez de a empresa fazer toda a adaptação de seus softwares à nova regulamentação, o sistema na nuvem já é atualizado automaticamente a todos os requerimentos. O Brasil está indo pelo mesmo caminho e em breve leis semelhantes estarão valendo também em território nacional.

Por tudo isso, com o cloud, o TCO (sigla em inglês para custo total de propriedade) se reduz muito. Basta que a empresa se preocupe em ter uma máquina com requisitos para acessar a solução e uma conexão com internet. Tudo vai estar disponível e atualizado de maneira rápida e eficiente. O fornecedor mantém os servidores e o sistema atualizado, enquanto o cliente se preocupa com seu core business.

E para a empresa que desenvolve a solução, a nuvem também é muito vantajosa. É um processo ganha-ganha. Com produtos on-premise, o suporte precisa visitar ou se conectar com o cliente, o que muitas vezes é trabalhoso e caro de se fazer. Globalmente, a Thomson Reuters já tem 86% de seu faturamento por meio de contratos recorrentes. Essa tendência é mundial e não tem volta e por esses números globais, a Thomson Reuters já está muito bem posicionada.

Por conta disso, dessa jornada ao SaaS, outra transformação do segmento é que empresas de tecnologia estão se tornando companhias de conteúdo e vice-versa. A junção da melhor tecnologia, com melhor conteúdo disponibilizado no cloud é uma vantagem competitiva extremamente significativa. As soluções podem já contar com conteúdo embarcado sobre impostos, taxas, regulamentações, jurisprudências, súmulas e outras informações relevantes.

Como os clientes não vão adquirir o software físico, mas sim assinar um serviço, quanto mais se oferecer um conteúdo confiável e único, mais valor será agregado. É uma proposta de valor única que a empresa oferece ao cliente. Por isso, ano a ano, os investimentos em cloud estão crescendo. Na Thomson Reuters Brasil, 90% de tudo o que investimos já é em soluções em nuvem. Em breve esse número deve chegar a 100%. No geral, a satisfação dos clientes de softwares em nuvem é 20% superior em relação a quem tem programas on-premise.

Outro ponto importante da jornada à nuvem é proporcionar soluções em data centers locais. Algumas empresas possuem necessidades específicas, seja de performance das soluções ou por questões legais, e por isso precisam ter esse armazenamento mais próximo e direto. Nós inauguramos o nosso primeiro data center no Brasil no começo desse ano e os clientes que precisam dessa alternativa já estão usufruindo do mesmo.

A combinação entre SaaS e nuvem, com os mesmos produtos, as mesmas ofertas, mas com redução de tempo, de custos e maior praticidade, proporciona uma experiência muito melhor ao usuário. E você, já iniciou a sua jornada?

Fonte: CIO
Autor: Menotti Franceschini