Estamos transformando a nossa habilidade de observar e entender o comportamento humano e de que modo utilizamos isso como uma vantagem competitiva através do Big Data.

Em tempos recentes temos observado novas formas de entender os consumidores, sejam eles de um nicho específico de consumo como música, esportes ou viés político, sejam consumidores de marcas para as quais trabalhamos.

Num passado nem tão distante utilizávamos formas clássicas de observar essas pessoas, afinal comprávamos e ainda compramos mídia, baseados em aspectos muito amplos de segmentação, no caso: Faixa etária, classe social, geografia e gênero… A velha frase no briefing de mídia: “O nosso público-alvo são homens e mulheres, classe AB, entre 18 e 35 anos que moram na região sudeste do Brasil”. Bem, na busca por diferenciação isso não serve mais.

Se por um lado esse não é mais o caminho, qual é a estrada certa para procurar respostas? De tudo que venho estudando sobre Big Data ao longo do último ano e meio me leva a procurar informações mais ligadas a psicologia dos rastros de dados que as pessoas deixam no mundo digital. Ou seja, hoje é possível ver mais, além do que as pessoas fazem, qual seu gênero ou onde moram, é possível de certa forma saber como eles pensam e em qual contexto pensam. O que as pessoas curtem nas redes sociais nos mostram traços muito profundos de sua personalidade e com isso permite criarmos conteúdos que tem maior chance de serem aceitos e também de fazer uma segmentação de mídia muito mais assertiva, custando menos e impactando mais.

É claro que trabalhar com um alto volume de dados pode nos trazer resultados que não são exatamente aqueles que imaginamos e muitos deles talvez nem sejam úteis de alguma maneira, por isso é importante desenvolver uma metodologia que funcione e que acima de tudo nos forneça informações contextuais do público. A experiência contextual que trazemos de longa data trabalhando com comunicação e observando padrões de consumo nos ajuda a entender e a significar os padrões que a equipe de cientistas de dados nos fornecem e dessa forma podemos utilizar a ciência dos dados a favor da nossa próxima campanha.

Fonte: ADNEWS